Como preparar um briefing de coleção própria de semijoias
Publicado em por Felipe · 2 min de leitura
Um bom briefing encurta o desenvolvimento e evita protótipo que não tem a cara da sua marca. O que levar para a primeira conversa com a fábrica.
Uma coleção própria começa muito antes do primeiro desenho. Começa na conversa em que a marca explica o que quer, para quem e até quando. Quanto mais clara essa conversa, menos rodadas de ajuste o desenvolvimento vai precisar.
Esse é o briefing. Não precisa ser um documento bonito. Precisa responder às perguntas certas.
1. Quem é a sua cliente
Idade, estilo, ocasião de uso, quanto ela costuma pagar numa peça. Uma linha para uso diário é diferente de uma linha para presente, mesmo que as duas tenham o mesmo tema.
2. O que já vende na sua marca
Leve os seus campeões. Eles mostram a linguagem que a sua cliente já reconhece. A nova coleção pode ir além, mas precisa conversar com o que dá certo hoje.
3. Referências, com o motivo
Fotos, peças, desfiles, objetos, texturas. Para cada referência, diga o que chamou atenção: o volume, a forma, o movimento, o acabamento. "Gostei desse brinco" ajuda pouco. "Gostei de como a argola parece torcida" ajuda muito.
Leve também o que você não quer. Uma referência negativa economiza um protótipo.
4. Quantos modelos e quais categorias
Uma coleção de brincos e colares pede um planejamento diferente de uma linha completa. Defina quantos modelos e como eles se combinam entre si.
5. Faixa de preço na vitrine
O preço final orienta tamanho, peso e complexidade da peça. Uma peça linda que não cabe na faixa de preço da sua cliente vira estoque parado.
6. Volume e calendário
Quantas peças por modelo você imagina comprar e para quando precisa delas na vitrine. Esse número define se o desenvolvimento faz sentido agora ou se é melhor começar por uma seleção da linha. O pedido mínimo por modelo e o prazo do ciclo são confirmados na proposta.
7. Banho e acabamento
Diga qual banho você pretende usar e quem é a sua galvânica. A peça em bruto é desenhada pensando no que vem depois, e isso evita surpresa quando o protótipo voltar banhado.
Depois do briefing
Com essas respostas, a fábrica consegue propor desenhos, apresentar protótipos para aprovação e fazer uma produção piloto antes do lote. Cada etapa tem um momento de aprovação seu. É assim que a peça nasce com a cara da marca, e não com a cara do fornecedor.
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